sábado, 1 de outubro de 2011

A Porcentagem da Felicidade

Quando a mãe de Mariana recebeu a notícia da morte da filha, questionou-se da mesma forma que eu quando fiquei sabendo da história dela: será que realmente ela se sentiu feliz?
Ruiva de olhos escuros e corpo escultural, Mariana saiu da pequena cidade do interior para a cidade grande fazer cursinho pré-vestibular. Em uma de suas tantas festas, conheceu Vitor, que veio a se tornar namorado. Com a pressão do vestibular chegando, rotina com muito estudo e o número assustador de concorrentes, ela aliviava o nervosismo e a ansiedade, comendo. Foi então que no seu corpo de modelo, surgiram algumas gordurinhas a mais e dois números acima do seu jeans. Vitor falou a namorada de um jeito nada delicado que Mariana estava, digamos, acima do peso. Ela, por sua vez, levou a crítica um pouco a sério demais. Dietas mirabolantes, exercícios irregulares e noites mal dormidas, fizeram Mariana entrar em depressão.
Fico me perguntando se Mariana realmente fez tudo aquilo porque ela queria ou porque seu namorado ficaria mais feliz em tê-la com corpo Giselle?!
Ás vezes olho em minha volta e percebo que sou bem mais feliz comendo um hambúrguer que contém 800 calorias, do que uma magricela comendo uma barrinha de cereal que possui   . Se bem que, hambúrgueres não devem ser incluídos em uma rotina alimentar nenhuma. Mas que mal fará uma besteirinha de vez em quando? Nunca que eu iria, por exemplo, deixar de sair com um grupo de amigos para comer uma pizza, para ficar em casa comendo sanduíche de patê light. Porque o que mais me faria feliz, seria me divertir na frente de um prato de pizza.
Sem exageros, claro. Só estou argumentando que não deixo de fazer o que eu gosto, pensando no que os outros poderão falar da minha aparência. E assim sou feliz. Porque minha prioridade é ser feliz e lutar para que ela dure o máximo de tempo, pois ninguém é feliz o tempo inteiro.
E você, é feliz? Reflita sobre essa pergunta e tente calcular a sua porcentagem. Eu, por exemplo, tenho sim problemas, mas quando acordo, penso todos os dias em duas palavras, ‘carpe diem’. Reclamo sim do que tenho e muito mais do que não tenho, sei que faço errado, mas é o natural do ser humano. Então levanto minha cabeça e para esquecer dos meus problemas, penso e ajudo quem tem mais do que eu. Minha porcentagem ainda não consegui calcular.
Mariana chegou ao seu extremo. Comia somente uma folha de alface e uma rodela de tomate. Passou em três vestibulares, mas não pode aproveitar nenhum. Você já deve saber o porquê

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